Toda filosofia é poesia vinda da alma, além da razão na busca única do Amor Maior

sábado, 30 de julho de 2011

O AMOR EM SI..



O AMOR EM SI...
          

 
Manifesto-me o inteiro Amor
Ainda que metade sem flor
Ou da outra sem cor...
 
Antes dos nossos olhares
Dos nossos contemplares
 
Antes de tudo,
O nosso silêncio se fez preces
Amores cúmplices...
 
Manifesto-me o único e inexplicado Amor
Que ultrapassa fronteiras
Que diminui as distâncias com louvor
E faz o deserto de Flores...
 
Antes de tudo,
De nenhuma mais palavra
Do Amor que é tudo...
 
(...) Ao nosso amor além do nosso olhar...
      WESLEY CHARLES

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Casa GRANDE...

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> Casa GRANDE...
> Amauri Ribeiro Costa
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> Enquanto varria
> O quintal
> O terreiro
> A senzala
> E a casa grande
> A louca pensava num país limpo
> A liberdade sonhava no cair dos pássaros
>
> Enquanto varria
> A vida
> A utopia
> A fantasia
> A louca dançava com maestria
> A música tocava com rebeldia
>
> Enquanto varria
> A dor
> A flor
> A louca amava com ternura
> A saudade acalentada entreolhar
>
> Enquanto varria, a louca...
> Sonhava em ser amada
> Sonhava
> A utopia desejada...
>
>
> CMD Setembro 2010

quarta-feira, 27 de julho de 2011

VERSO TEMPLO...

VERSO TEMPLO...
Wesley Charles de Alencar Reis
Maria Paula Damasceno Alencar
Meu olhar uni-se ao teu num só pensamento
como uma oração tão bela no firmamento
solta no verso templo esquecimento...
Numa busca de um único segredo
que se desfaz no sol rima iluminosidade
todo ouro se mostra e transcende na verdade
na suave sabedoria do tempo unicidade....
Uma prece numa fusão de olhares
sem nenhum mistério nos altares
nos frutos apenas dos cultivares....
CMD 26072011 600

sábado, 23 de julho de 2011

SAUDADE INSCRITA

SAUDADE INSCRITA
                           Wesley Charles de Alencar Reis
                           Wesliane Damasceno


Foste e me deixaste só num deserto
que pelo caminho era tão incerto...

Assim é a VIDA incerta
num olhar de seta

Foste e me deixaste só num inscrito
que rola entre as pedras e pedregulhos

Assim se tocam nossos trilhos
nos vagões do trem em filhos...

Nas letras tortas dos ensinos
nos badalos em sinos...

Foste e me deixaste só num astral
perscrutando-te num só final...

numa escrita
numalma...
do mar
do olhar...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Racional”


Racional”
Geraldo Magalhães


Hoje, olhei para o homem...
Para o homem que me fiz.
Não derramei nenhuma lágrima,
Mas, nem por isto: sou eu feliz.

Que venham feri meus ouvidos,
Os sons pacíficos das palavras,
Que no lugar dum sorriso cínico,
Brilhe no rosto: a simples e fraterna,
Bandeira duma lágrima...

Pois são das obras,
Que se tem a Vida Prima,
Plenitude dalma,
Demência e razão.
“Mensageiros dos que virão, depois de nós”...

Pois sou Fio de Amor,
Tecido em decadência.
O último labor:
De duas crenças!...

“As causas nobres da Vida”


CMD 18/09/2010

terça-feira, 19 de julho de 2011

ABRIGO ESCRITO

ABRIGO ESCRITO
                   Wesley Charles de Alencar Reis
 
 
A palavra fez-se em mim
Abrigo
Refúgio para o meu ser...
 
Sem me dizer nada
Fez-se tudo
Sem apontar-me caminhos
Fez-se oceano...
 
A palavra trouxe-me imagens
Tão belas e incríveis
Tão marginais e renegadas
De espíritos...
 
Que soltam e borbulham nas estradas
Nas flores que exalam
Nas pedras que calam
Quando sentem em cair
 
A palavra fez-se em mim tréguas
Guaridas e tão soltas por aí
Nas crianças que brincam
Nos adultos usuais...
 
A palavra fez-se Deus dos versos
Para apagar os demônios
Que se pintam
Que se criam...
Nas telas “normais”...
 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

MADRUGADA DE SOL...

MADRUGADA DE SOL...
Wesley Charles de Alencar Reis
Wesliane Damasceno

Nesta madrugada o Amor fala
como um olhar que conta estrela
um brilho que só nos seduz

É um instante tão permanente
é um encanto tão sublime
é um olhar que em si prende...

De um amor que não se explica
de um amor que não se complica
de um amor calmo e sereno...

Nesta madrugada o Amor canta
como uma magia que se revela
um encanto que só nos encanta

É um agora tão eterno
é um vida que se imortaliza
num olhar de Monalisa...

Nesta madrugada o Amor espera
todo o verso da eterna esperança
toda arte num fulgor da aliança...

É uma oração tão serena
é uma prece tão pequena
é um pedido de estrela...

Nesta madrugada o Amor se revela
com sereno e sol na janela
com aroma de longe mais bela

Nesta madrugada de sol e sereno
toda a oração é mais eterna
num olhar pela via sincera

É uma oração no aconchego amiga
é um coração num passo instante
é uma emoção num ser presente...

Nesta madrugada...
nesta madrugada...
tão amiga de sol e sereno de versos...

sábado, 16 de julho de 2011

DE UM SOPRO


DE UM SOPRO
              Wesley Charles 
 
De um sopro a sua vida se fez
Menina...
Tão pequena, mas tão pequenina;
Diante de tudo,
Da grandeza de Deus...
 
Um pingo no oceano bateu
No vigor de uma lágrima desprendida
Do doce céu...
Uma semente do nada
Rompeu
Pra falar do amor
Sem medida...
 
De um sopro a vida suaviza
Poesia...
No olhar de Deus
No cuidar do Jardim
Sensível...

domingo, 10 de julho de 2011

Dois mundos...


  
Dois mundos...
                  

 
O encontro de dois mundos
Gerando 
Perpetuando
Falando
Sonhando...
 
O encontro de dois mundos
Livro aberto contando
Contornando horizonte
Na perene lauda
Correndo
Desfrutando...
 
O encontro de dois mundos
Mundo andante questionando
Medindo o imensurado
O arado do universo armado
Em movimento disperso
Em papel reduzindo
Tinto no chão, vazio...
 
O encontro de dois mundos
O ofício redigido no espelho
A arte do atrás do muro
Distante próximo pegado
Sentido profundo
Nalma da criança sorrindo
Sorrindo brincando...
Sorrindo apagado...
 
O encontro de dois mundos
No livro aberto gritante
No vago do silêncio ao som
Acalentando calmo...
 
Cavalo no passo a passo
Galope
Galope
Num destino disperso nas nuvens
Sem destino
 Em profundado...
 
O encontro de dois mundos
A silhueta do orvalho perfumado
O choro da chuva
O sol veste a sombra
O pranto cai no encanto
Surgindo
Formando-se
Lapidando-se imperfeito...
 
O encontro de dois mundos
Encontrando-se
Reduzindo-se na dimensão
Semelhando-se
Morrendo-se...
 
Quando dois mundos se encontram...
Dois mundos infinitando mundo
Mundo
Mudo
Silêncio...
 

 
 Wesley Charles 
 

terça-feira, 5 de julho de 2011


OLHAR CORUJA
                  
 
 
Via Maria
Não via a cotovia
Foi a coruja que via
 
Via no teu olhar
Sem perceber
O olhar do mar
 
O segredo no teu Saara
A vida que foi será...
No olhar de toda fera...
 
Via Maria
Na Grécia tão antiga
No presente que intriga
 
Via Maria
No olhar de toda mulher musa
Linda e feia na beleza
No cântico da deusa...
 
Via Maria
No mistério do Egito
No olhar do faraó
Todo encanto dadivoso...
 
Maria egípcia ou grega
De toda Maria via
Na romaria da guia
 
 
Wesliane Damasceno

POEMAS E REFLEXÕES

POEMAS E REFLEXÕES

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O LOUCO

                                         

      Há milhares de anos, a muitos milhões de anos antes de muitos Deuses terem
nascidos, acordei de um sono profundo e percebi que haviam roubado as minhas
sete máscaras, minhas sete máscaras que eu havia confeccionado, e usado em sete
vidas.
      E sai correndo pelas ruas, gritando ladrões, ladrões. Maldito ladrões que
roubaram as minhas máscaras. E ao chegar à rua do mercado um garoto do alto de
uma árvore gritou: vejam, é um louco! E eu olhei para cima para vê-lo, e o sol
beijou minha face nua. Pela primeira vez minha face nua foi beijada pelo sol. E
me fascinei de amor pelo sol, e gritei ladrões. Benditos ladrões que roubaram
minhas máscaras. E compreendi duas coisas na minha loucura, a liberdade na
solidão, e a certeza de não ser compreendido, pois todos aqueles que nos
compreendem, sempre escravizam alguma coisa em nós.


  Wanderson Morais de Souza








   
                                                                      

sábado, 2 de julho de 2011

MINHAS PEGADAS...



MINHAS PEGADAS...
                          
 
 
Diante do olhar distante
Uma cachoeira se faz na face
Numa madeixa transparente
 
Diante do olhar
O caminho serpenteando
Leva nosso passo andando
Com o toque tão do encanto
 
Nas caldas entre pedras
Batendo e se somando
Correndo em curvas sonoras
 
Subindo
Descendo
Tocando paisagem com o vento
 
Formando trilhos
Cruzadas
Atalhos
Remendo das vidas...
 
Diante da estrada
A mente vai sozinha
Entre multidão imaginável
No conforto do animal e do vegetal...
 
Vendo casas simples
Entre matas e clareira
Nos cheiros dos matos...
No cheiro dos matos
Nos gostos matutos...
 
Sobre o olhar da cachoeira
Da lua cheia e extasiante
Na silhueta sem eira...
 
Andando com os pés no chão
Perfazendo quilômetros
Atravessando ponte na solidão
 
Sobre o olhar discreto das aves
Nos seus cantos de longe suaves
Conforta o andarilho pedante...
 
Vendo marcos da escravidão
Fazenda
Moinhos
Engenhos
Bagaços de cana...
Pedaços da vida...
 
No cheiro da pinga
Descendo alambique
Feito cachoeira carente...
 
Apontando uma escola vazia
Tão cheia de sonho
Somente...
 
Vejo a ideia da hipocrisia
Ruína concreta
E de fantasia...
 
Seguindo caminho
Passo de pássaro
Instante caído
Ruído na mata
Doida no espírito...
 
Vejo diante uma cachoeira
Perdida no verso da eira
Com a queda da madeixa transparente
Na mente do parente
Do tão ente
Tão ausente
Na mente...
 

 
  Wesley Charles 
 
 
 

sexta-feira, 1 de julho de 2011


ANJO CAIDO...
        
Meu anjo nomes estranhos
Olhares castanhos
Gestos sozinhos...
 
Que ferem como espinhos
Que não sugerem caminhos
Que não fazem pergaminhos
 
Meu anjo mendigos
Soltos nos sóis dos trigos
Não anda nos trilhos...
 
Que queimam intensamente
Que oscilam nas mentes
Que provocam os dementes
 
Meu anjo cães
Sufocam corações
Ladram com os ladrões...
 
Nas portas dos céus clementes
Nos joelhos dos versos ardentes
Nos choros das rimas cadentes...
 
Meu anjo, carnais...
Tão marginais
Tão ornamentais
Pede pão...
 
Uma sopra apenas
Meu anjo sem alma
Dá alma...
Que anima...
Que pródiga...
Um abrigo da bíblia...
 
 Wesley Charles