Toda filosofia é poesia vinda da alma, além da razão na busca única do Amor Maior

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dinino, gesto nalma pequena...


Dinino, gesto nalma pequena...
Wesley Charles de Alencar Reis
 
      Essa história é verdadeira como todo encontro de fada ou apenas um menino 
que se encanta tão com o dedo polegar, sentado na frente da porta da casa, 
tomando sol...
      Quando alguém passa perto dele com um simples sinal, Dinino se faz num 
singelo polegar com um riso maroto, sem nenhuma fala...
      O mundo não o vê, todavia ele o vê com apenas o olhar sem tecer nenhuma 
definição estética com a voz da paisagem que o envolve... Só o olhar diz tudo, 
entretanto o silêncio é mudo e o encantamento, profundo...
      A nossa linguagem diante dele se emudecia caso atenção lhe fosse dada, se 
abrindo pra ele, reconhecendo naquela alma uma sensibilidade reveladora que se 
comunica de um modo tão diferente, no entanto, banalizado...
       Todavia Dinino proporcionava as diferenças às sutilezas na reverência do 
dedo POLEGAR e um leve sorriso angelical na correspondência do gesto, 
repetindo-o quantas vezes fossem necessários, incansavelmente...
      Essa é uma história verdadeira que renegamos, pois não temos tempo para 
passar ali. Quando percorremos por ele, de lado ou um pouco distante; dirigimos 
os nossos dedos polegares, dando um sinal e ele retornando o agrado com o dedo 
menor positivando, encantado num sorriso extrovertido...
      Todavia se alguém parasse perto dele, tocando em seu dedo POLEGAR, sua 
alma se abria e se divertia, momentaneamente... Apertos de mãos, de modos 
diferentes, assistidos pelos olhares ímpares e pares, tornavam-se grandes lições 
que dispensavam as vozes, os diálogos costumeiros ensaiados pelos especialistas 
e os chamados cientistas...
      Dinino é o POLEGAR de um homem que fala não apenas com o sinal do dedo 
pequeno que ensina tanto, mas que todos os seus gestos e olhares se abrem para 
os ares da vida em plenitude, emoção e encanto...
      Tudo do Dinino grita no silêncio sem a dimensão da voz, mas com a 
imensidão do POLEGAR dialogando, divinamente com os anjos e com DEUS...

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