Toda filosofia é poesia vinda da alma, além da razão na busca única do Amor Maior

domingo, 12 de junho de 2011

Zé bamba, sensivelmente...

 

 
      Um homem de poucas palavras e de um grande coração vigiava duas almas
dependentes do álcool, ignoradas, sofridas, maltratadas e mal-amadas pelos
pré-requisitos sociais.

“Eu vim para os doentes e não para os são...” O Mestre da Sensibilidade
dizia isso. Nós distorcemos, contradizemos... Podemos não dizer nada que os
ferem, mas ficamos de fora, indiferentemente; de fora... Será que somos tão são
que não necessitamos mais da cura? O fácil é o obvio... Temos ainda um longo
caminho que não se fecha aos 100 e nem com o fim precoce dessa lauda que
permanece em aberto...
Zé Bamba que poucos contemplam. Não há celeuma... Não há status ou alguém
que correspondesse o seu amor... Há sim um só instante que se repetia por vezes
ele vigiando as duas almas carentes nos botecos da vida... Ele acompanhava os
sofrimentos daquelas almas... Ele sofria também com tudo isso, pois o seu amor
as contemplava; carinhosamente...
Todavia muitos não bebem ou se julgam que não tem nenhum vício. Será que
os vícios são apenas esses subterfúgios? Eis a moral se moralizando... Moral
essa não dá moralidade, porém se reduz a uma só, tão somente hipocrisia;
disfarçada, mascarada e cheia de filosofia...

Nesse instante tudo fosse ao convencional, ao dito moderno ou
pós-modernidade diante da grandeza das tecnologias e do capitalismo
avassalador... Podemos dizer que isso também é uma caverna moderna virtualizada
e programada para uma sociedade futura... O que se diz futura!!! O que importa
tão somente é ter um olhar e ver, acalentando sensivelmente:

1 Um homem fora do tempo; vigiando aquelas duas almas... Eles se encontram em
nós, tão renegadas em últimos planos!!! 
Wesley Charles

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