O AMOR CONCRETO Wesley Charles de Alencar Reis Um dia um mestre parou num lugar onde se podia ver toda a humanidade na coleção sublime de sua plenitude. Então, olhou-se para si e perguntou ao discípulo que se internalizava dentro dele: _ O que é o Amor? _ O Amor não precisa de resposta, de nenhuma explicação!... Ele precisa só do OLHAR; não do olhar que se olhar, mas do OLHAR DA PRÁTICA... _ Não é o OLHAR DA MENTE, mestre? _ Todo corpo precisa da prática... Como pintar o QUADRO DA VIDA sem nenhuma composição? Assim a mente é um lugar abstrato bem pequeno que se ocupa de toda imensidão... Todavia sem prática oscilante, sem reflexão; ela se enche de vazio, desapropriando-se de si mesma... Então o discípulo, insaciável e cheio de dúvida, lança uma pergunta felina: _ Quem inventou o Amor? _ O Amor não é uma invenção... O Amor é Deus... Ele enviou o Filho como dádiva e símbolo do Amor... O Filho está no Pai... O pai está no Filho... És a grande revelação do Amor!... _ Mas mestre, se Deus é Amor, como Ele se fez? _ O nosso Pai se fez do nada e do tudo... Ele é o invento Dele mesmo... Ele é a Prática do Amor... Há resposta que cabe só a Ele... Todavia ele deu o homem a sua própria Semelhança... O mestre olhou fixamente para o discípulo e falou: _ Olhe para tudo isso aqui... Depois feche os olhos e procura esquecer de tudo. Vou te fazer uma única pergunta e desejo uma resposta sincera: _ Você esqueceu de tudo realmente? _ Não, não esqueci... Não consigo apagar da mente!... _ Tudo isso é o Amor... O Amor dorme... O Amor adormece... O Amor renova... O Amor sempre permanece... O Autor morre e o Amor transcende... O discípulo então questionou veemente: _ De onde provem todo esse conhecimento? _ Da Universidade de Deus. Ela traz um único conhecimento... _ O conhecimento do Amor!... Exclamou emocionado o discípulo. _ Não, claro discípulo... É o conhecimento da Sensibilidade que não se aprende nas universidades dos homens... Talvez possa ser por isso que o Filho de Deus foi tão e é renegado pelos homens da ciência... _ Mas mestre, e o Amor? _ O Amor é o Reconhecimento da Sensibilidade... É o Autorreconhecimento do Reconhecimento da Sensibilidade... Sem Ele, as outras essências se perdem em sentido e significado... O mestre então interrompeu o discípulo e falou: _ Vamos olhar tudo isso aqui e você vai ver o Amor se concretizando em cada reflexão contemplada pela totalidade dessa paisagem que não esconde nada, que não renega nada... Apenas nós renegamos o essencial que já se encontra em nós... Então o mestre acalmou o discípulo inquieto no interior de si mesmo e foi passando nos lugares onde as fontes de sensibilidade eram intensas, aprendendo com os pequenos, com os abandonos, as desventuras, as rebeldias dos transeuntes enamorados... O AMOR É CONCRETO: só não vê que não quer ver... Só não sente quem não quer sentir... Todavia não é algo inacabado, mas uma Construção Infinita na rede da Sensibilidade Amiga...
Toda filosofia é poesia vinda da alma, além da razão na busca única do Amor Maior
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Dois mundos... O encontro de dois mundos Gerando Perpetuando Falando Sonhando... O encontro de dois mundos Li...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
O AMOR CONCRETO
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