Teu nome Maria é Luz que me fascina
É encanto e poesia que me domina
É estrela de Flor no verso lida menina...
Teu nome Maria
Teu nome Maria
É um véu de ternura que me inspira
É divino por ser mãe que me conspira
no olhar da filha que irradia na pira...
Teu nome Maria é Som em melodia
que o vento sopra distante pelo dia
num eco perfazendo utopia...
Teu nome Maria
Teu nome Maria
Vai além do azul do céu e da magia
Na calada do astral nostalgia
Num breve silêncio da calmaria
Teu nome Maria
Teu nome Maria
Teu nome..............................Ladrilha...
Toda filosofia é poesia vinda da alma, além da razão na busca única do Amor Maior
-
Bacurau José Maria F. Jr. Me vi... Em teus olhos que cortam a alma. Me ouvi... No vazio profundo de sua boca fechada. Em tua ba...
-
Aqui Nesta praça o silêncio paira Os bancos sentem as ausências Dos nossos sentimentos Das nossas alegrias e tristezas Dos sorrisos e dos c...
-
ARTE... Wesley Charles de Alencar Reis Arte arde ardente em fantasia No nosso quarto, sonhos alegorias. Na galeria, quadros v...
-
FEITO SONHO... Wesliane Damasceno Feito sonho real e incerto Sonhei que andava no deserto Sobre o teu olhar n...
-
Vou em busca do brilho do teu olhar...nas madrugadas como uma oração vou ao encontro do teu coração. Como um livro aberto... deixado na c...
-
MINHAS PEGADAS... Diante do olhar distante Uma cachoeira se faz na face Numa madeixa transparente Diante ...
-
ANJOS VAGOS Wesley Charles de Alencar Reis Anjos em nós lidos vagos Nas nossas vitrines lagos Perdidos nos va...
-
Dinino, gesto nalma pequena... Wesley Charles de Alencar Reis Essa história é verdadeira como todo encontro de fada ou apenas um me...
-
OLHAR CORUJA Via Maria Não via a cotovia Foi a coruja que via Via no teu olhar Sem perceber O olhar do mar O seg...
-
Dois mundos... O encontro de dois mundos Gerando Perpetuando Falando Sonhando... O encontro de dois mundos Li...
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O ROMPER DA LUZ
Wesley Charles de Alencar Reis
Houve um dia que o sol era a vela acesa que cruzava de um lado para o outro marcando o nosso tempo, oscilamente... Todavia a vela ia-se gastando... Tudo isso provocou uma vastidão de produção de conhecimento na área da Cultura, da Ciência, da Filosofia... Enfim, paulatinamente, todas as áreas produziram teorias, geraram riquezas, materializaram os sentimentos e os pensamentos tornaram-se concretos... Os conteúdos, metódicos...
Entretanto havia um homem simples considerado louco, pois sonhava em ver a última fagulha da vela e fazer algo de inesperado. Suas ideias eram alucinógenas, lunáticas, delirantes, fora do contexto social... Elas causavam arrepios, sustos, assombros; ainda que poucos as denotassem...
O dia chegou enfim... Uma fagulha riscava o céu feito uma ponta de lápis luminosa que ia fazendo desenhos tortos naquela superfície celestial... Então a escuridão mergulhou profundamente na imensidão... Não para todos, pois muitos as concebiam nas obscuridades... Outros viam pirilampos misturando nos escuros... Alguns nem se tocavam naquele manto tão negro envolvente ou desenvolvente ao mesmo tempo...
A fagulha passou... Porém o resto dela, no caminho que vez de um lado para o outro, ia deixando as lágrimas das ceras caírem batendo numa parte do chão ou firmamento, formando uma forma que muitos ignoravam e deixaram ali num vago abandono...
Certo dia, o homem Nietzsche passou e recolheu aquela forma para uni-la ao pensamento da humanidade ainda que a ideia do gasto permanecesse a mesma. Ele procurou um lugar onde todos pudessem olhá-la... Uns viam de qualquer modo. Outros, com certa indiferença... Alguns percebiam algumas diferenças... Todavia os olhares não eram os mesmos...
Quando, quase desistindo das tentativas de vislumbramentos da forma, uma criança veio e a olhou com tanta profundidade que a tocou... A fagulha renasceu na forma, dando invento num sopro do vento... Num susto espanto uma chama de encantamento fez da forma inteira paisagem...
Houve um dia que o sol era a vela acesa que cruzava de um lado para o outro marcando o nosso tempo, oscilamente... Todavia a vela ia-se gastando... Tudo isso provocou uma vastidão de produção de conhecimento na área da Cultura, da Ciência, da Filosofia... Enfim, paulatinamente, todas as áreas produziram teorias, geraram riquezas, materializaram os sentimentos e os pensamentos tornaram-se concretos... Os conteúdos, metódicos...
Entretanto havia um homem simples considerado louco, pois sonhava em ver a última fagulha da vela e fazer algo de inesperado. Suas ideias eram alucinógenas, lunáticas, delirantes, fora do contexto social... Elas causavam arrepios, sustos, assombros; ainda que poucos as denotassem...
O dia chegou enfim... Uma fagulha riscava o céu feito uma ponta de lápis luminosa que ia fazendo desenhos tortos naquela superfície celestial... Então a escuridão mergulhou profundamente na imensidão... Não para todos, pois muitos as concebiam nas obscuridades... Outros viam pirilampos misturando nos escuros... Alguns nem se tocavam naquele manto tão negro envolvente ou desenvolvente ao mesmo tempo...
A fagulha passou... Porém o resto dela, no caminho que vez de um lado para o outro, ia deixando as lágrimas das ceras caírem batendo numa parte do chão ou firmamento, formando uma forma que muitos ignoravam e deixaram ali num vago abandono...
Certo dia, o homem Nietzsche passou e recolheu aquela forma para uni-la ao pensamento da humanidade ainda que a ideia do gasto permanecesse a mesma. Ele procurou um lugar onde todos pudessem olhá-la... Uns viam de qualquer modo. Outros, com certa indiferença... Alguns percebiam algumas diferenças... Todavia os olhares não eram os mesmos...
Quando, quase desistindo das tentativas de vislumbramentos da forma, uma criança veio e a olhou com tanta profundidade que a tocou... A fagulha renasceu na forma, dando invento num sopro do vento... Num susto espanto uma chama de encantamento fez da forma inteira paisagem...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Teu Nome.
Teu Nome. Francisco Petrônio
Teu nome Geralda
Tem qualquer coisa que afaga.
Como uma lua macia,
Brilhando à flor de uma vaga.
Parece um mar que marulha,
De manso sobre uma praia,
Tem o palor que irradia,
A estrela quando desmaia.
É um doce nome de filha,
É um belo nome de amada.
Lembra um pedaço de ilha,
Surgindo de madrugada.
Tem um cheirinho de murta e,
É suave como uma pelúcia,
É acorde que nunca finda,
É coisa por demais linda.
Teu nome,.........................Geralda. 25/09/88
Tem qualquer coisa que afaga.
Como uma lua macia,
Brilhando à flor de uma vaga.
Parece um mar que marulha,
De manso sobre uma praia,
Tem o palor que irradia,
A estrela quando desmaia.
É um doce nome de filha,
É um belo nome de amada.
Lembra um pedaço de ilha,
Surgindo de madrugada.
Tem um cheirinho de murta e,
É suave como uma pelúcia,
É acorde que nunca finda,
É coisa por demais linda.
Teu nome,.........................Geralda. 25/09/88
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A brisa da madrugada...
Vou em busca do brilho do teu olhar...nas madrugadas como uma oração vou ao encontro do teu coração. Como um livro aberto... deixado na cabeceira da cama,
procuro tua alma entre os versos de um poesia... Teus beijos calados como uma rosa muda,
me declaro com a alma nua e pura... como uma flôr me abro...e de braços aberto num logo abraço, disfarçando os laços...desnudando a mente...Vou ao teu encontro por que acredito nas tuas escritas...nos tesouros guardados... nas palavras contidas... nos segredos das rimas... Vou ao teu destino pelo vento que sopra, fazendo-me voar como um pássaro a procura de um ninho...
te seguindo a cada passo... no compasso do teu coração, fazendo- me ouvir num canto...cantigas
de encantos onde rimas e versos selam como um beijo na arte de fazer canções...poesias... e pinturas.
domingo, 7 de agosto de 2011
Bacurau
Bacurau
José Maria F. Jr.
Me vi...
Em teus olhos que cortam a alma.
Me ouvi...
No vazio profundo de sua boca fechada.
Em tua barba mal feita,
Me fiz a lâmina cega.
Em tua camisa encardida,
Me senti água imunda.
Em tuas rugas de velhice feliz,
Me encontrei,
Tempo.
No emaranhado dos teus cabelos
Me despenteei.
Sorriso antigo, retrato tímico.
sábado, 30 de julho de 2011
O AMOR EM SI..

O AMOR EM SI...
Manifesto-me o inteiro Amor
Ainda que metade sem flor
Ou da outra sem cor...
Antes dos nossos olhares
Dos nossos contemplares
Antes de tudo,
O nosso silêncio se fez preces
Amores cúmplices...
Manifesto-me o único e inexplicado Amor
Que ultrapassa fronteiras
Que diminui as distâncias com louvor
E faz o deserto de Flores...
Antes de tudo,
De nenhuma mais palavra
Do Amor que é tudo...
(...) Ao nosso amor além do nosso olhar...WESLEY CHARLES
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Casa GRANDE...
>
> >
>
>
> Casa GRANDE...
> Amauri Ribeiro Costa
>
> Enquanto varria
> O quintal
> O terreiro
> A senzala
> E a casa grande
> A louca pensava num país limpo
> A liberdade sonhava no cair dos pássaros
>
> Enquanto varria
> A vida
> A utopia
> A fantasia
> A louca dançava com maestria
> A música tocava com rebeldia
>
> Enquanto varria
> A dor
> A flor
> A louca amava com ternura
> A saudade acalentada entreolhar
>
> Enquanto varria, a louca...
> Sonhava em ser amada
> Sonhava
> A utopia desejada...
>
>
> CMD Setembro 2010
> >
>
>
> Casa GRANDE...
> Amauri Ribeiro Costa
>
> Enquanto varria
> O quintal
> O terreiro
> A senzala
> E a casa grande
> A louca pensava num país limpo
> A liberdade sonhava no cair dos pássaros
>
> Enquanto varria
> A vida
> A utopia
> A fantasia
> A louca dançava com maestria
> A música tocava com rebeldia
>
> Enquanto varria
> A dor
> A flor
> A louca amava com ternura
> A saudade acalentada entreolhar
>
> Enquanto varria, a louca...
> Sonhava em ser amada
> Sonhava
> A utopia desejada...
>
>
> CMD Setembro 2010
quarta-feira, 27 de julho de 2011
VERSO TEMPLO...
VERSO TEMPLO...
Wesley Charles de Alencar Reis
Maria Paula Damasceno Alencar
Meu olhar uni-se ao teu num só pensamento
como uma oração tão bela no firmamento
solta no verso templo esquecimento...
Numa busca de um único segredo
que se desfaz no sol rima iluminosidade
todo ouro se mostra e transcende na verdade
na suave sabedoria do tempo unicidade....
Uma prece numa fusão de olhares
sem nenhum mistério nos altares
nos frutos apenas dos cultivares....
CMD 26072011 600
Wesley Charles de Alencar Reis
Maria Paula Damasceno Alencar
Meu olhar uni-se ao teu num só pensamento
como uma oração tão bela no firmamento
solta no verso templo esquecimento...
Numa busca de um único segredo
que se desfaz no sol rima iluminosidade
todo ouro se mostra e transcende na verdade
na suave sabedoria do tempo unicidade....
Uma prece numa fusão de olhares
sem nenhum mistério nos altares
nos frutos apenas dos cultivares....
CMD 26072011 600
sábado, 23 de julho de 2011
SAUDADE INSCRITA
SAUDADE INSCRITA
Wesley Charles de Alencar Reis
Wesliane Damasceno
Foste e me deixaste só num deserto
que pelo caminho era tão incerto...
Assim é a VIDA incerta
num olhar de seta
Foste e me deixaste só num inscrito
que rola entre as pedras e pedregulhos
Assim se tocam nossos trilhos
nos vagões do trem em filhos...
Nas letras tortas dos ensinos
nos badalos em sinos...
Foste e me deixaste só num astral
perscrutando-te num só final...
numa escrita
numalma...
do mar
do olhar...
Wesley Charles de Alencar Reis
Wesliane Damasceno
Foste e me deixaste só num deserto
que pelo caminho era tão incerto...
Assim é a VIDA incerta
num olhar de seta
Foste e me deixaste só num inscrito
que rola entre as pedras e pedregulhos
Assim se tocam nossos trilhos
nos vagões do trem em filhos...
Nas letras tortas dos ensinos
nos badalos em sinos...
Foste e me deixaste só num astral
perscrutando-te num só final...
numa escrita
numalma...
do mar
do olhar...
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Racional”
Racional”
Geraldo Magalhães
Hoje, olhei para o homem...
Para o homem que me fiz.
Não derramei nenhuma lágrima,
Mas, nem por isto: sou eu feliz.
Que venham feri meus ouvidos,
Os sons pacíficos das palavras,
Que no lugar dum sorriso cínico,
Brilhe no rosto: a simples e fraterna,
Bandeira duma lágrima...
Pois são das obras,
Que se tem a Vida Prima,
Plenitude dalma,
Demência e razão.
“Mensageiros dos que virão, depois de nós”...
Pois sou Fio de Amor,
Tecido em decadência.
O último labor:
De duas crenças!...
“As causas nobres da Vida”
CMD 18/09/2010
terça-feira, 19 de julho de 2011
ABRIGO ESCRITO
ABRIGO ESCRITO
Wesley Charles de Alencar Reis
A palavra fez-se em mim
Abrigo
Refúgio para o meu ser...
Sem me dizer nada
Fez-se tudo
Sem apontar-me caminhos
Fez-se oceano...
A palavra trouxe-me imagens
Tão belas e incríveis
Tão marginais e renegadas
De espíritos...
Que soltam e borbulham nas estradas
Nas flores que exalam
Nas pedras que calam
Quando sentem em cair
A palavra fez-se em mim tréguas
Guaridas e tão soltas por aí
Nas crianças que brincam
Nos adultos usuais...
A palavra fez-se Deus dos versos
Para apagar os demônios
Que se pintam
Que se criam...
Nas telas “normais”...
segunda-feira, 18 de julho de 2011
MADRUGADA DE SOL...
MADRUGADA DE SOL...
Wesley Charles de Alencar Reis
Wesliane Damasceno
Nesta madrugada o Amor fala
como um olhar que conta estrela
um brilho que só nos seduz
É um instante tão permanente
é um encanto tão sublime
é um olhar que em si prende...
De um amor que não se explica
de um amor que não se complica
de um amor calmo e sereno...
Nesta madrugada o Amor canta
como uma magia que se revela
um encanto que só nos encanta
É um agora tão eterno
é um vida que se imortaliza
num olhar de Monalisa...
Nesta madrugada o Amor espera
todo o verso da eterna esperança
toda arte num fulgor da aliança...
É uma oração tão serena
é uma prece tão pequena
é um pedido de estrela...
Nesta madrugada o Amor se revela
com sereno e sol na janela
com aroma de longe mais bela
Nesta madrugada de sol e sereno
toda a oração é mais eterna
num olhar pela via sincera
É uma oração no aconchego amiga
é um coração num passo instante
é uma emoção num ser presente...
Nesta madrugada...
nesta madrugada...
tão amiga de sol e sereno de versos...
Wesley Charles de Alencar Reis
Wesliane Damasceno
Nesta madrugada o Amor fala
como um olhar que conta estrela
um brilho que só nos seduz
É um instante tão permanente
é um encanto tão sublime
é um olhar que em si prende...
De um amor que não se explica
de um amor que não se complica
de um amor calmo e sereno...
Nesta madrugada o Amor canta
como uma magia que se revela
um encanto que só nos encanta
É um agora tão eterno
é um vida que se imortaliza
num olhar de Monalisa...
Nesta madrugada o Amor espera
todo o verso da eterna esperança
toda arte num fulgor da aliança...
É uma oração tão serena
é uma prece tão pequena
é um pedido de estrela...
Nesta madrugada o Amor se revela
com sereno e sol na janela
com aroma de longe mais bela
Nesta madrugada de sol e sereno
toda a oração é mais eterna
num olhar pela via sincera
É uma oração no aconchego amiga
é um coração num passo instante
é uma emoção num ser presente...
Nesta madrugada...
nesta madrugada...
tão amiga de sol e sereno de versos...
sábado, 16 de julho de 2011
DE UM SOPRO
DE UM SOPRO Wesley Charles De um sopro a sua vida se fez Menina... Tão pequena, mas tão pequenina; Diante de tudo, Da grandeza de Deus... Um pingo no oceano bateu No vigor de uma lágrima desprendida Do doce céu... Uma semente do nada Rompeu Pra falar do amor Sem medida... De um sopro a vida suaviza Poesia... No olhar de Deus No cuidar do Jardim Sensível...
domingo, 10 de julho de 2011
Dois mundos...
Dois mundos...
O encontro de dois mundos
Gerando
Perpetuando
Falando
Sonhando...
O encontro de dois mundos
Livro aberto contando
Contornando horizonte
Na perene lauda
Correndo
Desfrutando...
O encontro de dois mundos
Mundo andante questionando
Medindo o imensurado
O arado do universo armado
Em movimento disperso
Em papel reduzindo
Tinto no chão, vazio...
O encontro de dois mundos
O ofício redigido no espelho
A arte do atrás do muro
Distante próximo pegado
Sentido profundo
Nalma da criança sorrindo
Sorrindo brincando...
Sorrindo apagado...
O encontro de dois mundos
No livro aberto gritante
No vago do silêncio ao som
Acalentando calmo...
Cavalo no passo a passo
Galope
Galope
Num destino disperso nas nuvens
Sem destino
Em profundado...
O encontro de dois mundos
A silhueta do orvalho perfumado
O choro da chuva
O sol veste a sombra
O pranto cai no encanto
Surgindo
Formando-se
Lapidando-se imperfeito...
O encontro de dois mundos
Encontrando-se
Reduzindo-se na dimensão
Semelhando-se
Morrendo-se...
Quando dois mundos se encontram...
Dois mundos infinitando mundo
Mundo
Mudo
Silêncio...
Wesley Charles terça-feira, 5 de julho de 2011
OLHAR CORUJA Via Maria Não via a cotovia Foi a coruja que via Via no teu olhar Sem perceber O olhar do mar O segredo no teu Saara A vida que foi será... No olhar de toda fera... Via Maria Na Grécia tão antiga No presente que intriga Via Maria No olhar de toda mulher musa Linda e feia na beleza No cântico da deusa... Via Maria No mistério do Egito No olhar do faraó Todo encanto dadivoso... Maria egípcia ou grega De toda Maria via Na romaria da guia
Wesliane Damasceno
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O LOUCO
Há milhares de anos, a muitos milhões de anos antes de muitos Deuses terem
nascidos, acordei de um sono profundo e percebi que haviam roubado as minhas
sete máscaras, minhas sete máscaras que eu havia confeccionado, e usado em sete
vidas.
E sai correndo pelas ruas, gritando ladrões, ladrões. Maldito ladrões que
roubaram as minhas máscaras. E ao chegar à rua do mercado um garoto do alto de
uma árvore gritou: vejam, é um louco! E eu olhei para cima para vê-lo, e o sol
beijou minha face nua. Pela primeira vez minha face nua foi beijada pelo sol. E
me fascinei de amor pelo sol, e gritei ladrões. Benditos ladrões que roubaram
minhas máscaras. E compreendi duas coisas na minha loucura, a liberdade na
solidão, e a certeza de não ser compreendido, pois todos aqueles que nos
compreendem, sempre escravizam alguma coisa em nós.
Wanderson Morais de Souza
Há milhares de anos, a muitos milhões de anos antes de muitos Deuses terem
nascidos, acordei de um sono profundo e percebi que haviam roubado as minhas
sete máscaras, minhas sete máscaras que eu havia confeccionado, e usado em sete
vidas.
E sai correndo pelas ruas, gritando ladrões, ladrões. Maldito ladrões que
roubaram as minhas máscaras. E ao chegar à rua do mercado um garoto do alto de
uma árvore gritou: vejam, é um louco! E eu olhei para cima para vê-lo, e o sol
beijou minha face nua. Pela primeira vez minha face nua foi beijada pelo sol. E
me fascinei de amor pelo sol, e gritei ladrões. Benditos ladrões que roubaram
minhas máscaras. E compreendi duas coisas na minha loucura, a liberdade na
solidão, e a certeza de não ser compreendido, pois todos aqueles que nos
compreendem, sempre escravizam alguma coisa em nós.
Wanderson Morais de Souza
sábado, 2 de julho de 2011
MINHAS PEGADAS...
MINHAS PEGADAS... Diante do olhar distante Uma cachoeira se faz na face Numa madeixa transparente Diante do olhar O caminho serpenteando Leva nosso passo andando Com o toque tão do encanto Nas caldas entre pedras Batendo e se somando Correndo em curvas sonoras Subindo Descendo Tocando paisagem com o vento Formando trilhos Cruzadas Atalhos Remendo das vidas... Diante da estrada A mente vai sozinha Entre multidão imaginável No conforto do animal e do vegetal... Vendo casas simples Entre matas e clareira Nos cheiros dos matos... No cheiro dos matos Nos gostos matutos... Sobre o olhar da cachoeira Da lua cheia e extasiante Na silhueta sem eira... Andando com os pés no chão Perfazendo quilômetros Atravessando ponte na solidão Sobre o olhar discreto das aves Nos seus cantos de longe suaves Conforta o andarilho pedante... Vendo marcos da escravidão Fazenda Moinhos Engenhos Bagaços de cana... Pedaços da vida... No cheiro da pinga Descendo alambique Feito cachoeira carente... Apontando uma escola vazia Tão cheia de sonho Somente... Vejo a ideia da hipocrisia Ruína concreta E de fantasia... Seguindo caminho Passo de pássaro Instante caído Ruído na mata Doida no espírito... Vejo diante uma cachoeira Perdida no verso da eira Com a queda da madeixa transparente Na mente do parente Do tão ente Tão ausente Na mente...Wesley Charles
sexta-feira, 1 de julho de 2011
ANJO CAIDO... Meu anjo nomes estranhos Olhares castanhos Gestos sozinhos... Que ferem como espinhos Que não sugerem caminhos Que não fazem pergaminhos Meu anjo mendigos Soltos nos sóis dos trigos Não anda nos trilhos... Que queimam intensamente Que oscilam nas mentes Que provocam os dementes Meu anjo cães Sufocam corações Ladram com os ladrões... Nas portas dos céus clementes Nos joelhos dos versos ardentes Nos choros das rimas cadentes... Meu anjo, carnais... Tão marginais Tão ornamentais Pede pão... Uma sopra apenas Meu anjo sem alma Dá alma... Que anima... Que pródiga... Um abrigo da bíblia...
Wesley Charles
quinta-feira, 30 de junho de 2011
O GOSTO DE EVA
O GOSTO DE EVA Beijar tua boca com gosto de rosa Tão vermelha e gostosa Tão sensual e poderosa O gosto da maçã ainda na boca Lembra-me da rosa sem roupa Do meu olhar despido na oca... Beijar tua boca com gosto de rosa Sem espinho e tão perigosa Tão vermelha e venenosa... O gosto da Eva sem Adão Faz a humanidade num pendão... No caminho intenso da comoção... Beijar tua boca com gosto de rosa Tão amiga e amante formosa Tão sensual e mulher carinhosa O gosto de Eva no cheiro de Adão Ferve na humana compaixão Num tom amoroso do coração... Oscular tua boca com gosto de rosa Nos versos das Marias e das Rosas Com tanto Amor sem pecado das flores Com os espinhos E pétalas das rosas...
Wesley Charles
BLOGAR AMOR...
BLOGAR AMOR... Que mulher é essa Que acredita no amor Com tanto louvor?... Que mulher é essa Que só bloga Para espalhar o amor? Essa mulher misteriosa!... Essa mulher egípcia!... Que mulher é essa Que só pinta o amor Com tanto primor? Essa mulher artista Na soma da tinta... Que mulher é essa Que se mostra na pintura Com tanta doçura?... Essa mulher é você No quadro da vida No modo Picasso... Wesley Charles
segunda-feira, 27 de junho de 2011
FEITO SONHO...
FEITO SONHO...
Wesliane Damasceno
Feito sonho real e incerto
Sonhei que andava no deserto
Sobre o teu olhar na hora incerta...
Pelo passo na areia tão certa
Num vulto encanto das pirâmides
Nas vozes nítidas egípcias...
Que se tocavam alegres magias
Que se alegravam nas Marias...
Em tons e nuanças das romarias...
Feito mistérios que desfaziam
Nos silêncios que gritariam
Sobre os olhares das Marias
Nus versos egípcios...
Abrigando ternuras mentes
Em dons espiritualmente
Em dons espiritualmente
Das Marias nas tintas egípcias...
sábado, 25 de junho de 2011
FLOR SEM IDADE
FLOR SEM IDADE Sou uma flor sem idade Que não tem cheiro nenhum Que não deixa saudade Sou uma flor sem idade Que só sente saudade Sem nenhuma cor... Uma flor nostálgica Fora da dor Sem nenhuma mágica... Sou uma flor sem idade Com pétalas que não envelhecem Mas não sustenta humanidade... Sou uma flor na tua pintura Na loucura sem idade No olhar da desformosura... Uma flor se desfazendo na poesia Uma flor que provoca mentira Arrancando-a da fantasia... Sou uma flor sem idade nenhuma Que não faz nenhum mau Que se pinta sem dia... Uma flor sem pintura que se pinta Sem poesia que se rende em versos Na face da despedida... Sou uma flor sem idade Gastado pela sobra da tinta Perdida pela cidade... Uma flor sem idade Sem idade Idade... Arde sem saudade... Wesley Charles
sexta-feira, 24 de junho de 2011
INSCRITO...
INSCRITO... Wesley Charles de Alencar Reis Na nossa pegada está inscrito Um mendigo Um homem Um Cristo... Na nossa pegada está inscrito Um desabrigo Um cão ferido Um doido amigo Inscrito um mendigo Inscrito um império Inscrito o que digo... Está inscrito na nossalma Feito carne Feito vida Feito aço sensível No nosso espírito está inscrito Um abandono Um encontro Um retorno... Inscrito uma vida Inscrito uma morte Inscrito a devida... Está inscrito o ignorado Feito cegueira Feito verdade preciosa Feito espinho sem flor... Está inscrito A nossa alma espírito O nosso mendigo no mito Inscrito o mendigo Inscrito o bem perdido Inscrito o ANJO que digo...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
O AMOR CONCRETO
O AMOR CONCRETO Wesley Charles de Alencar Reis Um dia um mestre parou num lugar onde se podia ver toda a humanidade na coleção sublime de sua plenitude. Então, olhou-se para si e perguntou ao discípulo que se internalizava dentro dele: _ O que é o Amor? _ O Amor não precisa de resposta, de nenhuma explicação!... Ele precisa só do OLHAR; não do olhar que se olhar, mas do OLHAR DA PRÁTICA... _ Não é o OLHAR DA MENTE, mestre? _ Todo corpo precisa da prática... Como pintar o QUADRO DA VIDA sem nenhuma composição? Assim a mente é um lugar abstrato bem pequeno que se ocupa de toda imensidão... Todavia sem prática oscilante, sem reflexão; ela se enche de vazio, desapropriando-se de si mesma... Então o discípulo, insaciável e cheio de dúvida, lança uma pergunta felina: _ Quem inventou o Amor? _ O Amor não é uma invenção... O Amor é Deus... Ele enviou o Filho como dádiva e símbolo do Amor... O Filho está no Pai... O pai está no Filho... És a grande revelação do Amor!... _ Mas mestre, se Deus é Amor, como Ele se fez? _ O nosso Pai se fez do nada e do tudo... Ele é o invento Dele mesmo... Ele é a Prática do Amor... Há resposta que cabe só a Ele... Todavia ele deu o homem a sua própria Semelhança... O mestre olhou fixamente para o discípulo e falou: _ Olhe para tudo isso aqui... Depois feche os olhos e procura esquecer de tudo. Vou te fazer uma única pergunta e desejo uma resposta sincera: _ Você esqueceu de tudo realmente? _ Não, não esqueci... Não consigo apagar da mente!... _ Tudo isso é o Amor... O Amor dorme... O Amor adormece... O Amor renova... O Amor sempre permanece... O Autor morre e o Amor transcende... O discípulo então questionou veemente: _ De onde provem todo esse conhecimento? _ Da Universidade de Deus. Ela traz um único conhecimento... _ O conhecimento do Amor!... Exclamou emocionado o discípulo. _ Não, claro discípulo... É o conhecimento da Sensibilidade que não se aprende nas universidades dos homens... Talvez possa ser por isso que o Filho de Deus foi tão e é renegado pelos homens da ciência... _ Mas mestre, e o Amor? _ O Amor é o Reconhecimento da Sensibilidade... É o Autorreconhecimento do Reconhecimento da Sensibilidade... Sem Ele, as outras essências se perdem em sentido e significado... O mestre então interrompeu o discípulo e falou: _ Vamos olhar tudo isso aqui e você vai ver o Amor se concretizando em cada reflexão contemplada pela totalidade dessa paisagem que não esconde nada, que não renega nada... Apenas nós renegamos o essencial que já se encontra em nós... Então o mestre acalmou o discípulo inquieto no interior de si mesmo e foi passando nos lugares onde as fontes de sensibilidade eram intensas, aprendendo com os pequenos, com os abandonos, as desventuras, as rebeldias dos transeuntes enamorados... O AMOR É CONCRETO: só não vê que não quer ver... Só não sente quem não quer sentir... Todavia não é algo inacabado, mas uma Construção Infinita na rede da Sensibilidade Amiga...
terça-feira, 21 de junho de 2011
ANJO DELIRANTE...
Wesley Charles de Alencar Reis
Olhe meu anjo em delírio Sem nenhuma flor do campo Nem a visão do lírio... Tocada no hino do sonho... Olhe meu anjo delirante Tão na boemia errante Tão no falar das beatas Nas orações das jogatinas Olhe meu anjo delirante Declamando poesia Expulsando santos do dia Como um menino em rebeldia... Olhe meu anjo delirante Escondido na sua hipocrisia Celebrado na sua eucaristia No seu bem se vazia... Olhe meu anjo delirante Sem nenhuma fantasia Nem certeza que se fazia No teu olhar de rima e pia... Olhe meu anjo delirante No relento da sua cortina Na ciência da sua menina Na verdade que em si empina... Olhe meu anjo delirante Na loucura endiabrada da poesia Na pintura de Maria Louca nostalgia No resto de tinta de Paula, alegoria... Olhe meu anjo delirante Sonhando na canção de Fabrini Delirando na rima do berrante Caminhando no verso errante Tocando na emoção... Olhe meu anjo delirante Em delírios Em suplícios E louvores do coração...
O SONHO DA VELHA ÁRVORE...
O SONHO DA VELHA ÁRVORE... Wesley Charles de Alencar Reis O machado foi aposentado... Na mão e no punho do lenhador está sustentada uma serra elétrica... O ar de ganhar mais espalha para todos os cantos. Para as fábricas... Para as serrarias... Para as lojas... Para as construções... Para as carvoeiras... Para as chamas inteiras... Para as... Todavia algo de estranho ocorria naquele momento... O ato do corte da serra elétrica causava ressentimento em cada árvore cortada. Pelo corte promovido pelo aço elétrico escorria um líquido da cor do sangue humano. As árvores gemiam de dores, gritavam, choravam incessantemente... Mas o lenhador não percebia nada daquilo... Não via o rio de tristeza que se escorria naquele instante... Um dia ele avistou uma velha árvore próxima do seu olhar. Então começou a andar em direção dela. Entretanto nada de aproximar. Ele ficou assustado com aquilo, pois estava perto, andando em direção; porém não conseguia achegar... No entanto, depois de algumas horas, a serra elétrica se põe a cantar ruidosamente e o lenhador, apreensivo, percebe o falar da velha árvore: _ Meu jovem lenhador, aumente mais a distância da humanidade daqui!... Eu não me importo como se importaram, sofreram, gemeram, gritaram e choraram as minhas jovens amigas árvores!... _ Mas eu não vi nada disso!... Exclamou o lenhador admirado e assustado ao mesmo tempo. De repente o homem, não tão jovem assim, percebe que aquilo era um sonho tirado debaixo da copa de uma árvore. Ele sente confuso, pois pressente uma velha árvore deitada no chão... Começa a chorar vendo infinidades de árvores repousando naquele imenso solo e parecia que as florestas iam-se sumindo pelas percepções do teu olhar, vagando-se na paisagem despida... Em casa ele observe o lindo desenho da sua menina. Cada desenho simbolizava a magia de uma iluminada árvore pelo sol ofuscante... Ele então exclamou: _ Que lindo, minha filha! Como você aprendeu desenhar tão bem assim? _ Foi com o senhor, papai! Você lembra que eu ficava observando o senhor derrubando as árvores? _ Sim, minha amada filha! _ Pois é!... Naquele momento eu ficava tentando colocá-las de pé. O homem então chorou novamente. Sua filha o consolou e lhe deu um belo desenho que se pintava de mudinhas e sementes de árvores. Só então ele entendeu os ensinamentos da velha árvore e a dádiva que nem sempre vem de mãos prováveis, mas singelamente de uma tão pequenininha...
ANJOS VAGOS
Wesley Charles de Alencar Reis
Anjos em nós lidos vagos
Nas nossas vitrines lagos
Perdidos nos vales pagos
Anjos ainda meninos sem atos
Armados nas faces dos retratos
No julgo dos adultos vagos...
São Anjos
São meninos Abandonados
Nas atrocidades dos morros
Nos inconscientes becos
Tiros...
Assaltos...
Anjos em nós carentes
Fazendo-se demônios presentes
Nos sistemas tão ausentes...
Sistemáticos anjos vagos
Sistemáticos Sistemas vagos
Sistemáticos Sociais vagos
Sistemáticos Valores vagos
Anjos vagos
Anjos capitais roubados
Anjos nos sinos repicados
Em dores esquecidas
Nas mágoas escorridas...
Anjos vagos
Anjos não amados
Anjos nas sinas das sinas
Já não ensinam... Vacilam
Anjos vagos
Anjos vagos
Nas fisionomias do Retrato...
CMD 21/06/2011
ANJO MEU...
Wesley Charles de Alencar Reis
Dizem que meu anjo não é ILUMINISTA
Dizem que meu anjo não é RENASCENTISTA
Dizem...
Que ele não tem o rosto limpo
Que ele não é Olímpio...
Dizem que meu anjo não é BONITO
Dizem que meu anjo não é BENTO
Dizem...
Que ele não tem madeixas onduladas...
Que ele não tem auréolas iluminadas...
Dizem que meu anjo não é SAGRADO
Dizem que meu anjo não é ABENÇOADO...
Dizem...
Que ele não é mensageiro
Que ele não passa de passageiro...
Dizem tanto que já não importa
Do meu anjo...
Ele tem a cara feia
Coberto de pelo e ruga...
Dizem tanto que já não importa
Do meu anjo...
Ele é cheio de pena
Parece um pavão apenas...
Dizem tanto que já não importa
Do meu anjo...
Ele é todo sem jeito
Parece desfeito...
Dizem tanto que já não importa
Do meu anjo...
Ele é todo sem asa branca
Ele é todo cabeludo sem eira...
Dizem tanto que não importa
Do meu anjo pequeno...
Ele é todo rejeitado pelo mundo
Ele é na aparência tão nulo...
Meu anjo
Meu guia
Diviniza-me sem CORTINA...
Wesley Charles de Alencar Reis
Dizem que meu anjo não é ILUMINISTA
Dizem que meu anjo não é RENASCENTISTA
Dizem...
Que ele não tem o rosto limpo
Que ele não é Olímpio...
Dizem que meu anjo não é BONITO
Dizem que meu anjo não é BENTO
Dizem...
Que ele não tem madeixas onduladas...
Que ele não tem auréolas iluminadas...
Dizem que meu anjo não é SAGRADO
Dizem que meu anjo não é ABENÇOADO...
Dizem...
Que ele não é mensageiro
Que ele não passa de passageiro...
Dizem tanto que já não importa
Do meu anjo...
Ele tem a cara feia
Coberto de pelo e ruga...
Dizem tanto que já não importa
Do meu anjo...
Ele é cheio de pena
Parece um pavão apenas...
Dizem tanto que já não importa
Do meu anjo...
Ele é todo sem jeito
Parece desfeito...
Dizem tanto que já não importa
Do meu anjo...
Ele é todo sem asa branca
Ele é todo cabeludo sem eira...
Dizem tanto que não importa
Do meu anjo pequeno...
Ele é todo rejeitado pelo mundo
Ele é na aparência tão nulo...
Meu anjo
Meu guia
Diviniza-me sem CORTINA...
sábado, 18 de junho de 2011
DU – VIDAS
Wesley CharlesDU – VIDAS Era uma vez... Parece um encontro de fadas. Neste momento estava no quarto ou no quintal com os meus livros na estante ou flutuando. Com as asas da borboleta. Com os grilos nas folhas secas. Com o colibri que sentimentaliza o ósculo na minha face menina (flores sensíveis). As coisas andam congestionadas aqui. Não resolvi a equação decimal de Deus, onde persistem as dúvidas... Na primeira lauda avistei uma pequena cidadela, modesta e simples, com número reduzido de gente, com as casas feitas de sonhos e fantasias, flutuantes. Tudo era diferente dos nossos olhos e das nossas indiferenças. Era uma cidadela. Neste instante, passo por uma porta, fecho a outra e me pego num enorme túnel com meia luz. A paisagem se reduz, deduz um estranho, mediante o olhar negro, vasto. Dou por mim na cidadela. Meu corpo, minha emoção pertencia à paisagem. Tudo e todos os sentimentos ligados. Ora!... Senti um mistério no ar. Algo deste que incomoda muita gente. A novidade era o vendedor de frutas naquele lugar diferente... A curiosidade aumenta, a fofoca torna-se notícia. Ninguém sabia daquele sujeito e nem do modo diferente de vender frutas. A tarde chegou num relâmpago, quando alguém se aproximou dele e comprou uma fruta. Comeu-a. Deliciou-se. Entrou naquela tenda e saiu... Depois disso, mais nada. No dia seguinte, logo pela manhã, ali passou mais um. À tarde, outro. À noite, fechou-se o expediente. Comeram-nas... Deliciaram-se... Entraram na cabana... Saíram... Deste modo, cada dia aquilo acontecia, até que quase todo mundo ali já tinha passado. Comeu-a... Deliciou-se... Entrou na cabana e saiu... Reparei tudo aquilo e mesmo assim não via nada de diferente. Uma voz batia lá no fundo. Comeu-a... Deliciou-se... Entrou na tenda... Saiu... Ainda não tinha passado ali. Cada vez mais a coisa era sem sabor. Era um ponto final inexplicável. Uma reticência colocada no caminho... Hoje li algo de diferente. Estava com meus olhos vendados. Ressenti-me ao tocar na duplicidade da vida. Faltava-me algo. Bebi um copo de água transparente. Naufraguei-me no oceano das lágrimas, em meu âmago feminino... Ali estava o vendedor. Apenas uma fruta no cesto e a cabana no mesmo lugar. Creio que aquela fruta era para mim, mas algo dizia que era para ele. Estou naquela casa pacata, com insônia. Era a casa que não conseguia pegar no sono. Resolvi sair um pouco. Passei por alguns lugares. Uma força me puxa para aquele local, onde se encontrava o vendedor, o cesto com apenas uma fruta e com a cabana armada. Aproximei-me dele. Admirei-o... Antes de qualquer fala, ele pegou a fruta e me ofereceu, sensivelmente, sem voz... A atmosfera encheu-se de gestos divinos. Aceitei a oferta e o agrado. Logo em seguida: comi-a, deliciei-me, entrei na cabana e sai... O interessante foi... Quando estava ali, faltava um segundo para a meia noite. Bem lá nos confins do meu íntimo, um ser me fazia sentir que aquela era minha hora. Pude entender. A essência fluía naturalmente e uma voz se instalou em nosso silêncio. Pelo menos alguns segundos, alguns minutos, algumas horas alguém foi feliz, amou de verdade... A felicidade se fez apenas num único corpo, numa única emoção e se fez morada para esta paisagem. Era uma vez... Era um vendedor de frutas... Era um cesto... Era uma fruta... Era uma cabana...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Nossos EUS...
Wesley Charles de Alencar Reis Armamos sonhos Folguedos ninhos Paramos nas luas Sem nos dar com os dias Escalamos fantasias Alegramos ilusões Nos ensaios das utopias Voamos nos espaços Sem naves espaciais Nas rotas dos compassos Mas de tudo ou de todos Criando imaginações Palpitando corações Sem nos perceber, imperceptível... Bolinhas de gude rolam sem saber por quê No vasto buraco negro No negro olhar, pirilampo...
domingo, 12 de junho de 2011
Zé bamba, sensivelmente...

Um homem de poucas palavras e de um grande coração vigiava duas almas
dependentes do álcool, ignoradas, sofridas, maltratadas e mal-amadas pelos
pré-requisitos sociais.
“Eu vim para os doentes e não para os são...” O Mestre da Sensibilidade
dizia isso. Nós distorcemos, contradizemos... Podemos não dizer nada que os
ferem, mas ficamos de fora, indiferentemente; de fora... Será que somos tão são
que não necessitamos mais da cura? O fácil é o obvio... Temos ainda um longo
caminho que não se fecha aos 100 e nem com o fim precoce dessa lauda que
permanece em aberto...
Zé Bamba que poucos contemplam. Não há celeuma... Não há status ou alguém
que correspondesse o seu amor... Há sim um só instante que se repetia por vezes
ele vigiando as duas almas carentes nos botecos da vida... Ele acompanhava os
sofrimentos daquelas almas... Ele sofria também com tudo isso, pois o seu amor
as contemplava; carinhosamente...
Todavia muitos não bebem ou se julgam que não tem nenhum vício. Será que
os vícios são apenas esses subterfúgios? Eis a moral se moralizando... Moral
essa não dá moralidade, porém se reduz a uma só, tão somente hipocrisia;
disfarçada, mascarada e cheia de filosofia...
Nesse instante tudo fosse ao convencional, ao dito moderno ou
pós-modernidade diante da grandeza das tecnologias e do capitalismo
avassalador... Podemos dizer que isso também é uma caverna moderna virtualizada
e programada para uma sociedade futura... O que se diz futura!!! O que importa
tão somente é ter um olhar e ver, acalentando sensivelmente:
1 Um homem fora do tempo; vigiando aquelas duas almas... Eles se encontram em
nós, tão renegadas em últimos planos!!!
Wesley Charles
sábado, 11 de junho de 2011
ARTE...
ARTE... Wesley Charles de Alencar Reis Arte arde ardente em fantasia No nosso quarto, sonhos alegorias. Na galeria, quadros vibrantes... No campo, tudo encanta, envolve-se... Arte nasce sem pensar o nada Que mexe e incomoda, inspira Instante brilhante, orvalho... Espaço vazio, que cria... Arte grita no silêncio dos fracos Muda e encanta, fere ou transfere... Mata o som, melodia... Engana, transcende... Arte mente, inverte. Espelho retorcido nos olhares Perdidos encontros, repondo. Aos teus louvores, supomos... Arte encontro, partida Paraiso, sonhos divididos. Partilha um pedaço de pão. Em tréguas, vadias intrépidas... Arte ida reluz viagem... Veículo, paz que conduz. Perdão, graças em cruz. Que de vias, guias... Arte céu, mares naufragados. Lua, devaneio e poesias... Estrelas, multidão amanhecida. Universo - Uno Criador... Arte criança, mistura-se. Cola-se esperança borboleta... Cala-se - Cria Unicidade... Adormece - Sino Divino... Arte pobre, ponte abrigo. Teto proteção, marginal... Favelas - Truques e dramas... Favelados - discriminados; aos caos... Arte dor, ferida e morte... Armas, ameaças entrelinhas. Corrupções, governos, bandidos... Congressos, Leis banidas... Papeis nuanças em trajes... Arte via, na BR do destino... Templo guia de tecido. Efêmero, muda sem endereço. Arte errante, dúvida de moradia. Dentro ou fora, perdiz... Na convenção maldita.. Na certeza incerta... Erra pra viver - morre... Arte pura empurra, desfaz. Não dura, encalha. Não promete, atrapalha. Perdura, não cria e cria... Arte arde, corpo fremido Perdido sozinho, delito amargo... Paixão de tortura, prisão... Liberdade, sepultura... Arte arde, sofre no profundo. Escravo Lázaro, Penhorinho... Mestres poetas, imortais... Sofrem, morrem, iluminam, transcendem... Arte vida, movimento vicioso. Gera ou não gera água mares... Mulheres - Terras férteis... Vaginam-se, doces criaturas... Seus cantos, suas dores, suas alianças... Unidas ou separadas, vivais... Arte liga condutores... Não espera - Insinua... Envolve - fica GRÁVIDA... VIDA... Quem a inventou?!... Arte, mulher no parto. O homem no corredor... A espera do parto...parto... Gritos, gemidos incessantes. Berros, choros, lágrimas sagradas... Arte Deus... Imagem e semelhança - Destruição... Arte enfim... Deus...
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Dinino, gesto nalma pequena...
Dinino, gesto nalma pequena... Wesley Charles de Alencar Reis Essa história é verdadeira como todo encontro de fada ou apenas um menino que se encanta tão com o dedo polegar, sentado na frente da porta da casa, tomando sol... Quando alguém passa perto dele com um simples sinal, Dinino se faz num singelo polegar com um riso maroto, sem nenhuma fala... O mundo não o vê, todavia ele o vê com apenas o olhar sem tecer nenhuma definição estética com a voz da paisagem que o envolve... Só o olhar diz tudo, entretanto o silêncio é mudo e o encantamento, profundo... A nossa linguagem diante dele se emudecia caso atenção lhe fosse dada, se abrindo pra ele, reconhecendo naquela alma uma sensibilidade reveladora que se comunica de um modo tão diferente, no entanto, banalizado... Todavia Dinino proporcionava as diferenças às sutilezas na reverência do dedo POLEGAR e um leve sorriso angelical na correspondência do gesto, repetindo-o quantas vezes fossem necessários, incansavelmente... Essa é uma história verdadeira que renegamos, pois não temos tempo para passar ali. Quando percorremos por ele, de lado ou um pouco distante; dirigimos os nossos dedos polegares, dando um sinal e ele retornando o agrado com o dedo menor positivando, encantado num sorriso extrovertido... Todavia se alguém parasse perto dele, tocando em seu dedo POLEGAR, sua alma se abria e se divertia, momentaneamente... Apertos de mãos, de modos diferentes, assistidos pelos olhares ímpares e pares, tornavam-se grandes lições que dispensavam as vozes, os diálogos costumeiros ensaiados pelos especialistas e os chamados cientistas... Dinino é o POLEGAR de um homem que fala não apenas com o sinal do dedo pequeno que ensina tanto, mas que todos os seus gestos e olhares se abrem para os ares da vida em plenitude, emoção e encanto... Tudo do Dinino grita no silêncio sem a dimensão da voz, mas com a imensidão do POLEGAR dialogando, divinamente com os anjos e com DEUS...
segunda-feira, 6 de junho de 2011
LOUCOS ADORADOS
Nossos loucos adorados
Pelas paisagens psíquicas
Pelos transeuntes...
Nossos loucos nas figuras do retrato
Desfilam entre os nossos olhares
Imperceptíveis...
Nossos loucos contemplados
Nas linhas tortas dos versos
Nos vagões inconscientes da memória
Nossos loucos em nós ocultados
Nas loucuras insensíveis...
Nossos loucos nos cantos e recantos
Fora do alcance
Distante em nosso abandono
Nossos loucos adorados sonham
No silêncio dos sinos...
Wesley Charles
domingo, 5 de junho de 2011
AQUI
Aqui
Nesta praça o silêncio paira
Os bancos sentem as ausências
Dos nossos sentimentos
Das nossas alegrias e tristezas
Dos sorrisos e dos choros
Dos normais e dos loucos
Das lágrimas que secaram
Aqui
O silêncio paira
As formas de concretos vibram
As mãos dos pedreiros acariciam
Os projetistas vislumbram
Os paisagistas inflorestam
Aqui...
Nesta praça o silêncio paira
O jardim de Getsemen
As flores sensíveis das eras
O chafariz
E os índios selvagens
E os índios
De todos nós civilizados...
Aqui...
Paira o silêncio
O pau Brasil e o piratarismo
O ouro de Portugal colônia
O patrimônio do céu...
O Dr. Dácio,
Um dia de sol
O outro da chuva
Aqui...
Nesta praça o silêncio paira
A historia da humanidade
A paixão de Cristo
O mendigo da Ciência
O maluco da Religião
Aqui...
Paira nesta praça o silêncio
O eco ecoado no vento
A voz na moldura do tempo
O grito por misericórdia sem fim
O perdão batendo na porta
Aqui...
Paira o silêncio
Um de nós sentado no banco
Na fisionomia de Xisto
Na ladainha de Madalena
Na poesia de Cocota
Na canção de Dimicriff
Na viola de Diolino
Aqui...
O silêncio paira
Um de nós sentado no banco
No voo de Bacurau
No sonho da menina Amélia
Nos perfumes sem as flores
Na sensação de Deus
Suave respiração divina
Frutos e sementes
Aqui...
Nesta praça o silêncio paira
A liberdade do choro preso
O abandono do eu agora
O entregar sempre para Deus
A nossa pequenez senhora
Aqui...
Paira nesta praça o silêncio
O palhaço pintando o sol
A criança arco íris
O ancião infantil brincando
Aqui...
O silêncio paira
A reflexão dalma água
A paciência na persistência
A luta constante
O espinho da glória
Aqui
Paira o silêncio
O desabafo
O choro momentâneo
O abraço desprendido
Aqui
O silêncio paira
O sonho tido e relido
No real de cienciar
Na claridade da crença
No entregar do parto
No parto das luzes...
Aqui...
Nesta praça o silêncio paira
A fé acesa ou apagada
A esperança do ontem
No instante do pai...
Aqui...
O silêncio paira
Na escrita sagrada
No espelho olhado
Na paisagem dimensionada
Aqui
A graça abençoada
A glória do sofrimento
As lágrimas saudosas
Aqui
Nesta praça o silêncio paira
A fé da esperança
O amor cantado, cantarolado.
Semelhado ao lado
Perdido na procura
Aqui
Nesta praça o silêncio paira
Os loucos sonham indiferentes...
Mudam...
Aqui
Nesta praça o silêncio paira
Os espinhos se transformam
Em flores
Em rosas celestes
Wesley Charles
Assinar:
Postagens (Atom)






























