Toda filosofia é poesia vinda da alma, além da razão na busca única do Amor Maior

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O ROMPER DA LUZ‏

                                                                    Wesley Charles de Alencar Reis

      Houve um dia que o sol era a vela acesa que cruzava de um lado para o outro marcando o nosso tempo, oscilamente... Todavia a vela ia-se gastando... Tudo isso provocou uma vastidão de produção de conhecimento na área da Cultura, da Ciência, da Filosofia... Enfim, paulatinamente, todas as áreas produziram teorias, geraram riquezas, materializaram os sentimentos e os pensamentos tornaram-se concretos... Os conteúdos, metódicos...
Entretanto havia um homem simples considerado louco, pois sonhava em ver a última fagulha da vela e fazer algo de inesperado. Suas ideias eram alucinógenas, lunáticas, delirantes, fora do contexto social... Elas causavam arrepios, sustos, assombros; ainda que poucos as denotassem...
      O dia chegou enfim... Uma fagulha riscava o céu feito uma ponta de lápis luminosa que ia fazendo desenhos tortos naquela superfície celestial... Então a escuridão mergulhou profundamente na imensidão... Não para todos, pois muitos as concebiam nas obscuridades... Outros viam pirilampos misturando nos escuros... Alguns nem se tocavam naquele manto tão negro envolvente ou desenvolvente ao mesmo tempo...
      A fagulha passou... Porém o resto dela, no caminho que vez de um lado para o outro, ia deixando as lágrimas das ceras caírem batendo numa parte do chão ou firmamento, formando uma forma que muitos ignoravam e deixaram ali num vago abandono...
      Certo dia, o homem Nietzsche passou e recolheu aquela forma para uni-la ao pensamento da humanidade ainda que a ideia do gasto permanecesse a mesma. Ele procurou um lugar onde todos pudessem olhá-la... Uns viam de qualquer modo. Outros, com certa indiferença... Alguns percebiam algumas diferenças... Todavia os olhares não eram os mesmos...
Quando, quase desistindo das tentativas de vislumbramentos da forma, uma criança veio e a olhou com tanta profundidade que a tocou... A fagulha renasceu na forma, dando invento num sopro do vento... Num susto espanto uma chama de encantamento fez da forma inteira paisagem...

Nenhum comentário:

Postar um comentário